Saltar para o conteúdo
Medical Óptica
  • visão infantil
  • verão
  • proteção UV

Os olhos das crianças no verão: o que os pais devem saber

As crianças apanham mais sol do que os adultos e estão menos protegidas. Explicamos porquê, que cuidados fazem diferença e que sinais merecem atenção nas férias.

Medical Óptica3 min de leitura
Criança com chapéu e óculos de sol a brincar na praia num dia de sol

As férias de verão são a altura do ano em que as crianças passam mais tempo ao ar livre — praia, piscina, campo, jardim. É excelente para a visão delas, por razões que já lá vamos. Mas é também quando estão mais expostas a sol sem qualquer proteção.

Estão mais expostas e menos protegidas

Há duas razões que se somam.

A primeira é biológica: o cristalino de uma criança é mais transparente do que o de um adulto. Filtra menos radiação ultravioleta e deixa passar mais até à retina. À medida que envelhecemos, o cristalino vai ficando naturalmente mais amarelado e mais protetor — as crianças ainda não têm essa barreira.

A segunda é de hábitos: passam muito mais horas ao ar livre do que nós, e raramente com óculos de sol. Estima-se que uma parte substancial da exposição ultravioleta de toda a vida aconteça antes dos 18 anos.

Como os danos são cumulativos e silenciosos, nada disto dá sinal na altura. Dá décadas depois.

O que protege mesmo

Por ordem de importância prática:

  • Sombra nas horas críticas, entre as 11h e as 16h. É a medida mais eficaz e a mais fácil de esquecer.
  • Chapéu de aba larga, que sozinho corta uma parte relevante da radiação que chega aos olhos.
  • Óculos de sol certificados, com marcação CE e 100% de proteção UV. Formato envolvente, porque muita da radiação chega refletida da areia e da água, de baixo e de lado.
  • Armação adequada, que não escorregue. Uns óculos que caem de cinco em cinco minutos acabam no saco.

Vale a pena escolher os óculos com a criança. Um modelo que ela goste é um modelo que ela usa, e a proteção que funciona é a que fica no rosto.

O lado bom: estar lá fora faz bem à visão

Há um dado que costuma surpreender os pais. O tempo passado ao ar livre está associado a menor risco de desenvolver miopia e a uma progressão mais lenta nas crianças que já a têm.

Não se sabe com total certeza porquê — a luz natural em intensidade alta e o facto de o olhar estar focado ao longe, em vez de a 30 centímetros de um ecrã, são as explicações mais aceites. O verão é, por isso, uma boa altura para compensar meses de trabalho ao perto.

A recomendação prática que damos: cerca de duas horas por dia ao ar livre, protegidas do sol direto nas horas de maior intensidade.

Sinais a que vale a pena estar atento

As férias, por serem menos estruturadas, são uma boa oportunidade para reparar em coisas que passam despercebidas durante o ano letivo:

  • Franzir os olhos para ver ao longe
  • Aproximar-se muito do livro, do tablet ou da televisão
  • Queixas de dores de cabeça ao fim do dia
  • Esfregar os olhos com frequência
  • Um olho que desvia, sobretudo quando está cansada
  • Desinteresse por atividades ao perto, como desenhar ou ler

Nenhum destes sinais significa necessariamente um problema, mas todos merecem uma avaliação. As crianças raramente se queixam de ver mal — não têm termo de comparação e assumem que toda a gente vê como elas.

Antes do regresso às aulas

Setembro é o momento óbvio para fazer uma avaliação visual, mas agosto é melhor: sem a pressão do início das aulas, e a tempo de resolver o que houver a resolver.

Na Medical Óptica fazemos avaliação visual infantil com testes adaptados à idade e ao nível de colaboração de cada criança. Se ainda não fez nenhuma este ano, esta é a altura certa.

Perguntas frequentes

A partir de que idade uma criança deve usar óculos de sol?

Assim que passa a estar ao ar livre de forma regular, o que na prática acontece muito cedo. Em bebés, a sombra e o chapéu são a primeira linha de proteção. A partir do momento em que a criança tolera bem os óculos e os mantém no rosto, devem ser usados sempre que estiver exposta ao sol forte.

Porque é que o sol afeta mais os olhos das crianças?

Porque o cristalino de uma criança é mais transparente do que o de um adulto e filtra menos radiação ultravioleta, deixando chegar mais à retina. A isto soma-se o facto de passarem muito mais horas ao ar livre, sobretudo nas férias. A exposição acumula-se ao longo da vida.

Óculos de sol de brincar são suficientes?

Não. Óculos vendidos como brinquedo costumam ter lentes escuras sem filtro ultravioleta certificado, o que é pior do que não usar nada: escurecem a cena, a pupila dilata e entra mais radiação. Procure a marcação CE e a indicação de 100% de proteção UV.

Cuide da sua saúde ocular

Uma avaliação visual completa é o primeiro passo para detetar alterações antes de darem sintomas. Marque a sua consulta.